Considera-se aprendiz o trabalhador com idade entre 14 e 24 anos, matriculado em um curso profissionalizante e que tenha sido contratado para desempenhar um trabalho relacionado com seu curso. Apesar de a Constituição Federal vedar o trabalho de menores de 16 anos, em seu artigo 7º, inciso XXXIII, faz exceção à regra quando permite o trabalho na condição de aprendiz, mas impõe restrições, como limitações quanto ao trabalho do menor por questões de proteção ao seu desenvolvimento físico, mental, emocional, cognitivo e sociocultural.
As regras impostas visam coibir a exploração do trabalho infantil. Dessa forma, é possível que o jovem desenvolva habilidades profissionais e que continue seu percurso, ampliando suas perspectivas e automaticamente se inserindo no mercado de trabalho.
Nesse sentido, não é permitido o trabalho do menor em locais cujas as condições sejam perigosas, insalubres, penosas, durante o período noturno ou que comprometa sua formação moral, física e psicológica. Vale ressaltar que essas limitações se aplicam apenas ao aprendiz menor de idade.
O contrato de aprendiz deve ser pactuado de forma expressa, com registro na Carteira Profissional, por prazo determinado de no máximo dois anos. E não basta que o aprendiz esteja apenas matriculado em um curso profissionalizante. Ele deve comprovar frequência e aptidão para a profissão que tenha escolhido e deve ainda estar inscrito em programa de aprendizagem desenvolvido sob orientação de entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica.
Se o trabalhador for deficiente físico, há exceções quanto ao prazo e idade limite. Nesse caso, o contrato poderá ultrapassar dois anos e a idade máxima poderá ser superior a 24 anos. Essas alterações foram incluídas na legislação trabalhista pelas Leis 11.180/2005 e 11.788/2008, que visam facilitar a inserção de trabalhadores especiais e qualificá-los para o disputado mercado de trabalho.
A jornada de trabalho de um jovem aprendiz, em regra, não poderá exceder o limite de seis horas diárias, exceto para aqueles que já tenham concluído o ensino fundamental. Nesse caso, a jornada pode se estender para o limite de oito horas diárias, mas nessas horas devem ser computadas aquelas destinadas à aprendizagem teórica.
Os direitos trabalhistas do jovem aprendiz são praticamente os mesmos de um empregado comum, inclusive quanto ao recolhimento de tributos. As diferenças estão na alíquota de depósito do FGTS, que será na proporção de 2%, e na desobrigação de indenização em caso de descumprimento contratual por ambas as partes. O trabalhador aprendiz deverá ser remunerado com pelo menos um salário mínimo mensal ou horário, salvo se firmada condição mais benéfica.
Trata-se de contrato por prazo determinado. Contudo, em caso de rescisão, seja por conclusão, seja por culpa ou por qualquer outro motivo, a empresa está desobrigada de pagar as verbas indenizatórias (aviso prévio e multa sobre o FGTS). Logo, não há qualquer garantia de estabilidade, ainda que durante o período contratual.
Com as não tão recentes regulamentações, todos os estabelecimentos de qualquer natureza, exceto microempresas e empresas de pequeno porte, estão obrigados a empregar jovens que estejam matriculados nos cursos dos serviços Nacionais de Aprendizagem (SENAI, SENAC, SENAT, SENAR ou SESCOP, exceto SESC e SESI que não são válidos para esse fim), sendo determinada uma cota para contratação que varia de 5% a 15% dos trabalhadores de cada estabelecimento, cujas funções demandem formação profissional.
Atualmente, o Ministério Público do Trabalho, por meio das Delegacias Regionais, vem atuando de forma incisiva na fiscalização do cumprimento das metas estabelecidas, a fim de estabelecer regras e metas que favoreçam o aprendiz e não onerem demais as empresas, contribuindo para que elas consigam cumprir com sua responsabilidade social e atinjam o patamar desejável de desenvolvimento econômico e social do país.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Professor prepara candidatos para exame físico de concursos públicos
O teste de aptidão física (TAF) é exigido nos concursos para as Forças Armadas, para as polícias e até em concursos para os Correios e, por exemplo, para a Companhia de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb).
Luís Ernesto Lacombe - Rio de Janeiro
Muitos brasileiros deixam temporariamente o mercado de trabalho para estudar. É gente que se planeja, dedica horas sem fim pra realizar um sonho: conseguir um emprego público. Mas, além das provas teóricas, têm de vencer mais um desafio: o exame físico. Por isso, o repórter Luís Ernesto Lacombe preparou uma reportagem especial. Ele conheceu um professor que se especializou na preparação física de candidatos para concursos públicos e resolveu fazer o teste da Polícia Federal.
O dia amanhece, e o pessoal já está na atividade. Mas, em um grupo, há pouco tempo, ninguém era muito de se mexer.
“Eu tinha um excesso de peso, sobrepeso”, diz o funcionário público Marcos Tadeu. “Eu tinha uma vida bem sedentária, até por conta do tempo, ter que trabalhar e ter que estudar. Não sobrava tempo para praticar atividade física”, revela a funcionária pública Rosilene Lordelo. “O único contato que eu tinha com atividade física foi no meu segundo grau. Com isso, eu fiquei com um sobrepeso de 15 quilos”, conta a técnica em contabilidade Lidiane Freitas.
Marcos, Lidiane e Rosilene eram sedentários, não praticavam esporte, não se exercitavam, mas resolveram fazer um concurso público que exige um teste de aptidão física. É aí que entra nessa história o professor Elon Júnior.
Há sete anos, ele se especializou na preparação física para concursos públicos. Tem até livro publicado sobre o assunto. “Se treinar com antecedência, passa. Mas o teste é muito difícil”, afirma o professor de educação física Elon Júnior.
O teste de aptidão física (TAF) é exigido nos concursos para as Forças Armadas, para as polícias e até em concursos para os Correios e, por exemplo, para a Companhia de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb).
“A gente abriu esse leque para dar oportunidade de as pessoas não ficarem reprovadas no TAF após ter passado na parte mais difícil, que é a parte teórica”, explica o professor de educação física Elon Júnior.
A Rose já conseguiu. Foi aprovada no concurso e, hoje, trabalha na Secretaria de Segurança Pública do Rio, mas ela não abandonou os treinos com o professor Elon: “Tive que suar muito para passar e, depois, eu não quis regredir. Estava me sentindo bem e resolvi inserir isso na minha vida”.
Lidiane vai tentar uma vaga na Marinha e também não quer mais parar de se exercitar: “Eu me apaixonei pela corrida, pela atividade física, e pretendo, com certeza, ter como prioridade na minha vida a qualidade de vida”.
Marcos vai fazer o concurso para a Polícia Federal: “com um professor, com meus amigos treinando junto com o mesmo objetivo, você se sente mais impulsionado a correr, a passar no teste”.
Luís Ernesto Lacombe coloca camiseta e bermuda para mostrar como funciona um teste de aptidão física de um concurso público. Para Ele faz o teste de aptidão física para o concurso da Polícia Federal.
Primeiro, ele faz a barra. Se o candidato faz menos de três, é eliminado. Se faz 15, consegue a pontuação máxima: seis pontos. No salto, ele tem duas chances para atingir 2,14 metros. E ele consegue de primeira: 2,15 metros.
Mas aí chegou a hora da corrida, e ele revela que não é muito bom nisso. “Eu não costumo correr. Minha preparação aeróbia é sempre na bicicleta ergométrica. Então, eu acho que eu vou ter dificuldade, porque tem que correr. Eu estava calculando, são 2,4 mil metros em 12 minutos, o que dá mais ou menos 12 quilômetros por hora”, aponta.
O repórter até começou em um ritmo bom, mas, em duas voltas, dores musculares o fizeram desistir. “É importante ter acontecido essa situação, porque mostra que realmente a gente precisa treinar com antecedência, porque, se der um problema desses, tem como a gente recuperar e fazer um treinamento tranquilo”, declara o professor Elon.
Luís Ernesto Lacombe não treinou e não conseguiu, mas para quem vai encarar um concurso de verdade, vai o recado dele: “preparem-se e não desistam. Eu desisti, porque não era para valer, mas vocês não podem desistir. Boa sorte para todo mundo”.
Edição do dia 10/04/2012
10/04/2012 07h55 - Atualizado em 10/04/2012 07h55
domingo, 8 de abril de 2012
OS 13 ERROS
Preocupados em colocar o negócio em funcionamento, muitos novos empreendedores do varejo acabam passando por cima de alguns detalhes que podem, no futuro, acabar comprometendo os resultados.
A consultoria ba Stockler, especializada em varejo, franquia e gestão administrativa, preparou um levantamento com os 13 erros cruciais que esses empresários devem evitar. Confira:
1) Não fazer um plano de negócio. Parece simples falar, mas muitos empreendedores nem mesmo realizam um estudo de viabilidade ou mesmo financeiro antes de abrir um negócio. Nesse plano precisam constar: os produtos ofertados, para qual cliente, seus diferenciais de mercado e praça de interesse. Além disso, também especifica a forma jurídica, o enquadramento tributário, o capital social e a fonte de recurso.
2) Não dimensionar o capital de giro do negócio. Muitos varejistas acreditam, erroneamente, que o investimento inicial é o capital de giro, quando na verdade, o capital de giro é o montante necessário para fazer a empresa girar, pagando suas despesas do dia a dia.
3) Não relacionar os indicadores (métricas) de desempenho, fundamentais ao negócio. Na correria do dia a dia, os empreendedores acabam se esquecendo de parametrizar seus processos internos e, assim, não conseguem implantar as avaliações que meçam a performance de cada ação para melhorar o negócio.
4) Quando constrói os indicadores (métricas), não os monitora, levando ao desconhecimento do que acontece no negócio. Pior do que não ter os indicadores é fingir que eles não existem e, como consequência, não extrair deles as informações cruciais para o aprimoramento dos resultados.
5) Não definir e descrever os cargos de cada integrante da equipe. Esse erro leva ao desalinhamento das expectativas dos funcionários e da própria empresa.
6) Não monitorar e nem acompanhar o desempenho das pessoas. Aqui há uma relação direta com tempo e dinheiro. Hoje em dia, qualquer que seja o negócio da empresa, o capital humano está no centro de tudo. Gasta-se muito no treinamento e na formação de um profissional e não avaliá-lo e nem valorizá-lo significa ampliar os custos e o tempo gasto em um novo processo de seleção.
7) Não escrever, nem formalizar a cultura da empresa. Assim como no item anterior, não esclarecer a filosofia e cultura da empresa dificulta o desenvolvimento e a integração dos novos e atuais colaboradores.
8) Raros são os varejistas que conhecem os hábitos e costumes dos seus consumidores. Quem é o cliente? Qual é o perfil dele? Quais os seus desejos? Com qual freqüência ele retorna à loja? Responder a essas perguntas ajuda a entender melhor o que é atuar no varejo.
9) Não elaborar uma gestão do estoque, nem monitorar a curva ABC. Com uma avaliação precisa dos resultados da curva ABC é possível perceber o giro dos itens em estoque, o nível de lucratividade e o grau de representação no faturamento. Isso também ajuda a analisar a dependência ou risco face a um cliente, ou ainda para que tipo de cliente a empresa deve se focar. Por isso, mais uma vez, entra a importância de conhecer bem quem é cliente em questão.
10) Não elaborar um planejamento estratégico de marketing. Aqui entram em cena as pesquisas mercadológicas e a análise SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças). Esses estudos permitem que o empreendedor implemente ações futuras, considerando o passado, a situação atual do mercado, seus clientes e a concorrência, elencando os riscos e propondo os caminhos para enfrentá-los.
11) Não monitorar os esforços e os resultados obtidos das campanhas de marketing. Não extrair essas informações significa se atentar para a realidade dos fatos, seus erros e acertos, com tempo hábil para as possíveis ações de correção, se assim for necessário.
12) Não definir critérios claros para localização de ponto e venda. Alguns varejistas já consolidados, e que têm o objetivo de expandir, precisam definir os objetivos constantes e mensuráveis para a localização do PDV. Isso garantirá uma expansão criteriosa e consistente.
13) Não investir vitrine e ambientação da loja. O lojista precisa compreender que quanto mais os produtos estiverem alinhados, e mais organizadas estiverem as seções, mais o consumidor se sentirá confortável e permanecerá dentro da loja.
Fonte: www.administradores.com.br
domingo, 1 de abril de 2012
Qual o Valor de Uma Pizza?
Vamos imaginar a seguinte cena: Hoje é seu aniversário, a todo momento o telefone toca, um familiar desejando felicidades à você ou um amigo fazendo uma piada com sua idade e também desejando felicidade. Uma rotina comum em um dia de aniversário. Mais uma vez o telefone toca, desta vez não é nenhum amigo e nem parente, é uma simpática voz dizendo.
- Bom dia Sr(a) Fulano(a), aqui é da pizzaria e estamos ligando para desejar-lhe um feliz aniversário. Como é um dia especial, queremos enviar-lhe de presente uma pizza Napolitana com a borda recheada de Catupiry, pois sabemos que é a sua pizza preferida. A que hora o sr.(a) quer receber sua pizza?
Agora eu lhe pergunto: Nas Sextas Feira em que você costuma pedir uma pizza, você pediria a pizza em outra pizzaria? E se a outra pizzaria estiver oferecendo a pizza Napolitana, um real mais barato?
Acredito sinceramente que ninguém trocaria de pizzaria. Então qual é o “preço” da pizza Napolitana? Vinte Reais? Dezenove? Talvez um pouco mais ou um pouco menos. E qual é o “VALOR” da pizza Napolitana? O “VALOR” é aquele que o seu cliente percebe, que lhe move a preferir a sua pizza independente do seu “preço”. É tudo aquilo que está agregado à sua pizza e que supera as expectativas do seu cliente, ele percebe que você se importa com ele e procura sempre fornecer-lhe o melhor.
Agregar valor ao produto ou serviço, é fazer aquilo que seu cliente quer. Não estou falando da qualidade do produto, isso é natural. Estou falando daquilo que o cliente quer receber juntamente com o seu produto: a atenção dedicada a ele, o reconhecimento de tê-lo como cliente, a atenção depois que ele adquiriu o seu produto ou serviço, etc. Isso é VALOR e o preço fica em segundo plano.
- Tem o recheio que o cliente quer e não aquele que está no cardápio;
- Chega quente e saborosa na casa do cliente;
- Quando o cliente liga, a atendente é simpática e lhe trata pelo nome;
- O cliente recebe telefonemas com promoções de sua pizza favorita;
- A pizzaria sabe qual é a pizza favorita dos seus clientes;
- A pizzaria sabe a frequencia de compra dos clientes;
- A pizzaria oferece bebidas para serem entregues junto com a pizza;
- A pizzaria lembra do aniversário de seus clientes;
- A pizza tem o PREÇO justo.
Amigos e amigas, não importa o seu ramo de atividade, ou se você vende um produto ou serviço. Faça com que sua “pizza” tenha o VALOR que o seu consumidor espera.
Estudar o seu consumidor, deve ser uma tarefa obrigatória, conhecer seus hábitos e costumes é fundamental. Manter um cadastro atualizado de seus clientes é uma ferramenta essencial para manter-se conectado a eles. Não deixe que a concorrência supere o seu VALOR, esteja sempre um passo adiante.
Pense bem em tudo isso!
Fonte: Portal O Gerente (www.ogerente.com.br) - 18.03.2009
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